Aberrações

Peixes pastando em rios amarelos, profundos e corredios, em planetas recobertos de ferrugem. Anjos negros sentados em bancos de gelo, tocando canções fúnebres em gaitas rudes. Meninos recém-nascidos, velhos de alma, moribundos; choram famintos abandonados nos jardins dominados pelo verde musgo do desleixo. Mulheres vestidas de armadura, cujo elmo não permite mostrar esgares de medo … Continue lendo Aberrações

Como é bom ser criança

Somos energia, espírito, alma, luz. Uma luz que um dia se apaga, enquanto isso temos a obrigação de iluminar nossos caminhos com amor, e seguir nossas vidas com muita felicidade. Esta luz deve brilhar forte todos os dias de nossas vidas, pois além de iluminar nossas mentes, aquece também os nossos corações. Quando criança, somos … Continue lendo Como é bom ser criança

Quanto vale a virgindade de Ingrid?

Ingrid, aos vinte anos, mudou de nome para Catarina, e decidiu vender a sua virgindade. Não estipulou preço, confiante nos seus dotes femininos, permitiu que os interessados fizessem seus lances, prometendo entregá-la pela melhor oferta. O pior, ou melhor, da história é que apareceram interessados, e após um longo leilão Natsu foi declarado vencedor, ou … Continue lendo Quanto vale a virgindade de Ingrid?

Coisas que fiz – publicada originalmente em 28/08/2008

Já roubei flor de um jardim para dar para minha namorada, também roubei beijo! Já pisei em poças d’água da chuva e molhei os amigos Já fiz guerra de travesseiros com minha irmã e acabamos brigando de verdade Já tive sonhei ser cantor, piloto de avião, mágico, bombeiro, hoje sou feliz como humano Já confundi … Continue lendo Coisas que fiz – publicada originalmente em 28/08/2008

Verso no guardanapo de papel

Não sei explicar a razão, mas costumo escrever alguns versos em guardanapos de papel, talvez seja porque quando me vem a inspiração tenho que rabiscar no primeiro pedaço de papel que me vem à frente e casualmente são guardanapos, talvez seja porque o guardanapo de papel me inspire, talvez seja uma simples coincidência, mas a … Continue lendo Verso no guardanapo de papel

Hoje é seu aniversário

A data exata foi 16 de julho de 1985, um dia frio, cinzento e carrancudo, que às 13 horas e 10 minutos ganhou cores e vida, literalmente, e transformou-se no dia mais radiante da minha vida. Você nasceu e a todo pulmão anunciou que havia chegado. Você cresceu e virou mulher adulta, mas para mim, … Continue lendo Hoje é seu aniversário

Pequena crônica sobre o Amor

O amor é redondo. Não dá para imaginar o amor quadrado, tem que ser redondo, circular, sem início e fim definido. O amor é liquido, mas também é sólido, e por vezes gasoso. Além de cardíaco, o amor é hormonal, linfático e cerebral, mas, sobretudo é energia que flui da alma. O amor não é … Continue lendo Pequena crônica sobre o Amor

Parque Trianon

Naquela manhã de fevereiro o sol já brilhava com fúria. Com a disciplina das formigas as pessoas caminhavam a passos largos e apressados pela mais paulista das avenidas. Centena de vezes havia passado na frente daquele parque, mas nunca tive a tentação de parar. Naquele dia, depois de hesitar um pouco, decidi entrar. Logo na … Continue lendo Parque Trianon

Enfim veio a chuva!

Era madrugada quando a chuva caiu sem alarde, branda e silenciosa. Veio para molhar, ressuscitar, fazer reviver, depois de um longo período de estiagem e sofrimento. A natureza festejou ao som da chuva que parecia entoar uma alegre canção de celebração à vida. De manhã, a louca passarada, com alegria, festejou a chegada da chuva … Continue lendo Enfim veio a chuva!

Ao poeta das curvas

Cheguei a Brasília no exato dia que seu criador ali estava sendo velado; pura coincidência. O avião, que teve que esperar uma hora para partir, devido a torrencial chuva que caia sobre São Paulo, pousou hesitante. A chuva na saída se apresentou como uma avalanche de lágrimas, infelizmente, verticais e em linha reta, contrariando sua … Continue lendo Ao poeta das curvas