Porque os cães vão para o céu

Vários cães fizeram parte da minha vida, embora um diferente do outro, algumas características sempre foram iguais em todos eles: a fidelidade, alegria, curiosidade e o amor. Assim foi com o Cacique, Lobo, Chita, Duque, Branquinha, Symba, Coca e a Nina.

Uma pergunta que sempre me fiz é porque os cães vivem menos que os humanos?

Sou daqueles que acredita que todos os cães vão para o céu. Por isso, a explicação que encontrei, talvez a mais plausível, é que os humanos passam a vida toda se esforçando para serem boas pessoas, e muitos não conseguem, mesmo vivendo 100 anos ou mais. Já os cães, desde o nascimento já sabem como serem bons, amáveis, fiéis e companheiros, por isso, precisam de menos tempo para marcar a sua passagem pela vida terrena.

Um cão não se importa com nada além de estar perto daqueles que o protegem – não gosto da palavra dono. Fazem uma tremenda festa quando chegamos em casa, independentemente do horário, se está chovendo, fazendo frio ou calor, querem permanecer ao nosso lado, esperando apenas receber um afago.

Gostam de cochilar durante o dia, pois ficam alertas durante a noite, talvez com o desejo de proteger os que o protegem. Com a disciplina de um monge, se alongam ao se levantar depois de uma soneca vespertina.

Com elasticidade invejável, brincam, se divertem, pulam, latem sem perder a energia e a alegria de viver. Quando necessário, mas apenas quando necessário, sabem rosnar, impondo a sua autoridade.

Sabem desfrutar de uma caminhada em uma manhã ensolarada. Curiosos, cheiram tudo e claro, fazem paradas obrigatórias em todos os portes e arvores que encontram pelo caminho.

Possuem capacidade enorme de se comunicar. Sem dizer palavra, falam com os olhos, seja qual for a situação. Com um sorriso de canto de boca, generosas lambidas e a cauda abanando, demonstram afeto e carinho.

Tive conversas inesquecíveis com os meus cães. Como sei que posso confiar piamente no meu cão, sempre conversamos sobre os assuntos mais delicados, e jamais fiquei sem resposta. Um olhar paciente e carinhoso, a presença em silencio, o sorriso maroto, me traziam as respostas que precisava, para as minhas dúvidas e questionamentos.

Mas, talvez a característica mais marcante de um cão é ficar em silencio ao perceber que algum ente querido não está bem. Com passos de bailarino se aproximam e sentam-se ao nosso lado, deixando transparecer apenas o calor e proximidade, e podem permanecer ali por horas a fio, apenas ao nosso lado. Mesmo sendo ignorados, não nos abandonam.

Por isso, acredito que todos os cães têm um lugar lá no céu.

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